Para a primeira postagem usarei uma de minhas poesias escrita em 2010.
Fardo
Se dessa vez ainda não entender,
Banhe-se no mar e tente outra vez.
Convida-te a uma conversa consigo,
Expressando seu fardo pesado
Não negue seus poucos vinténs,
Suas facetas, tua pseudo-sorte...
Deixe para traz seu acervo mascarado,
As velhas cenas já não convencem,
Sequer o vento ainda acredita.
Nem seu próprio jardim espera visitas suas
Desprezado pela vida, tão pouco a morte te quer,
Siga sem voz nem cor, homem vencido...
Só te resta curtir a solidão de ser nada,
Pobre conforto do não, imensidão de erros.
Frágil ser sem rumo, sem gosto...
Imensurável desejo de colo,
Inigualável sensação de fracasso,
Pássaro machucado, já sem vida...
Eduardo Lima Milholi
Eduardo Lima Milholi
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