quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mais uma poesia, curioso, achei que postaria uma por dia......mas aí vai outra também de 2010.

Gosto muito dessa obra, do tudo que me chega cada vez que leio.


Unguento

Descobri que o silencio também entoa canções,
E que voz silencia multidões, derruba dragões e freiras...
Camponesas cuidam de não serem felizes,
E invejam estrelas livres no universo.

Melancolia das tardes de abril...
Azul anil é a cor do sono dos animais,
Branco é o sangue dos seringais,
Propulsores mortais, simples demais.

Sinais da caríssima sobra que ainda suplicarão
Colo, vida em cantos longe daqui,
Sonhos arrependidos, chorando com os flagelados,
Lama seca, lama mesmo, fim já visto.

Homens fortes em órbita,
Filhos fracos ao calor da crosta.
Saudades de sono e vento,
Músculos, unguento.


Eduardo Lima mIlholi

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