sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Nem sei...

Acorde suave

Sentimento hospedeiro, arte fugindo da arte de expor...
Medo inexplicável, vôo claro demais,
Impotente desejo, superego presente,
Calado, preso, diante dos olhos o sonho pulsa...grita

Sinais sustentam-se,
Doses de pura confiança alheia,
Resistente à privatizar esse pedaço de alma,
Segue sendo rei quando quando bem quer...

Ressaca de inúmeros admiradores,
Peso de oportunidades passadas...não perdidas...
Ouvindo de si, nada se perde,
Refino, piloto, lapidando, modelando projeto...

Esquivante costumeiro,
Irritante, respeito devaneio...
Incessante voz, passeia entre os tons,
Sonora, cadente, acorde suave....


Eduardo Lima Milholi

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Isso que dá dia cinza e nostal...

Saudosa Saudade

Sem dizer, nem saber...saudade é o nome,
Qual quere, não viu a quem, maldade...
Não pensa, descompensado tua sentença,
És tua já assim feita, desse jeito impiedosa...

Iludido, cego achando haver caminhos,
Resta o peito, dor caseira, segue logo,
Imprudente, cospe mesmo, desavergonhada,
Poetiza dos quatro cantos, se faz, pranto, dói um tanto...

Costumeira do depois, despedidas, já se foi...
Desconsoladora, argumentas contra o alívio,
Sem tamanho, nem idade...
Persona...sonora...morfológica aroma...

Eduardo Lima Milholi

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

De onde veio essa..........nem eu sei......lá vai!

Passeando no jardim

Trajando estupim de antigas historias,
Chumaço de dias nublados, sempre nublados...
Lapsos de liberdade, pseudo lembranças...seria?
Podemos mesmo nomea-los, vida inventada?

Tardes carregadas, inconstância do vento,
Caneta vital escrevendo, fibra de vida...
Alma musical, em vezes parece  destino,
Remédio muitas vezes pode ser uma boa musica nos ouvidos......exaustos.

Sensação de ser nada, ilusão de núcleo global,
Arte, sentir é realmente te-la,
Nada seria sem partir de dentro, contínuo
Alguns extremos de ir além do máximo.

Vida, trajeto nosso, pulso comum...
Certos, céticos, crédulos aliviam-se...
Sedentos, banham-se em qualquer água...
Aqui admiro o que resta, o som da orquestra diminuta...furtacor...aurora


Eduardo Lima Milholi

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Do nada e nem muito a ver...

Raiz bem cedo

Raiz, primeiro grito da semente,
Dom de ser para sempre presente,
Animal, planta, fogo e gente,
Conselheira, companheira primeira visão.

Matriz, filete de idéia que pulsa...
Ensejo bom, convite a seguir,
Desejo, numa vontade de ser,
Sem nome, movido a sonho de nascer!

Estridente, claro feito girassol,
Dança envolvente, isca fresca no anzol...
Silencio que precede teu feto timbre,
Voz serena, desafino próspero, já com gosto de escutar.

Despertas como a mim toda manhã,
se por mim pego a viola, despertada voz,
vou num jeito de vitrola,
aroma seco de manhã, pedaço vivido do dia....libertar.


Eduardo Lima Milholi

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Essa ao fim de semana...

Visita

Manejo simples de passear,
Um jeito bom de matar a saudade,
Vou num caminho, trocando de cidade,
Um coração pra remontar...

Uma dose de vida na chegada,
Parte perdida, se fez achada.
Ouvir, sorrir, falar e cantar,
Compondo, canções cortando madrugada..

Melodia logo vem entre os dedos,
Harmonia de acordes...
Palavras se ajustando num velho papel,
Vai aos poucos, assim juntando, virando cordel...

O tempo segue bem depressa,
Esse vai sem coração,
Como sei, posso ter mais,
Me esperem sempre, com vocês eu tenho paz.


Eduardo Lima Milholi 

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Mais uma no repente......noite de terça...

Feito vento

E mesmo antes de entrar, já saiu...
A esmo errante chegar, já partiu.
Alado e indigente guerreiro,
Corpo de pedras, coração de pudim.

Bravo, infame forasteiro,
Cravo, amante cavalheiro.
Sim, mais uma dose disso mesmo,
Amargo licor, feito coragem engarrafada.

Ausência de medo, arranca-lhe lágrimas...
 Lembro-me de ver-te chorar,
Escutei seu coração suplicando por vinténs de vida.
Sei que seguirá bem cedo, deixando seu nome, levando corações.



Eduardo Lima Milholi

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Uma fresquinha, acabou de me vir e saiu...

Prelúdio, conto de canto

Bem sabes, não chamas assim de clarão,
Nem de matutança, espia-te com nome.
Quantas histórias, fiéis escudeiros...
Atrevidos, valentia morta, exemplo vivo.

Tempos de reino puro sangue,
Heróis, daqui só carregaram contos...
Bravura fazia-se engatilhada de lá pra cá,
Aventureiros, coragem na penumbra dos lampiões.

Uns arqueiros, espertos, ligeiros,
Multidão desarmada irrigava a terra com sangue,
Na casa grande, cadeiras cativas,
Café, ouro, coronéis e padres...



Eduardo Lima Milholi