quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Do nada e nem muito a ver...

Raiz bem cedo

Raiz, primeiro grito da semente,
Dom de ser para sempre presente,
Animal, planta, fogo e gente,
Conselheira, companheira primeira visão.

Matriz, filete de idéia que pulsa...
Ensejo bom, convite a seguir,
Desejo, numa vontade de ser,
Sem nome, movido a sonho de nascer!

Estridente, claro feito girassol,
Dança envolvente, isca fresca no anzol...
Silencio que precede teu feto timbre,
Voz serena, desafino próspero, já com gosto de escutar.

Despertas como a mim toda manhã,
se por mim pego a viola, despertada voz,
vou num jeito de vitrola,
aroma seco de manhã, pedaço vivido do dia....libertar.


Eduardo Lima Milholi

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